sábado, 1 de fevereiro de 2014

“Sangue” no chafariz da Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria

Tinta representa o sangue das vítimas. Foto: Gabriel Haesbaert / Portal Extra
Tinta representa o sangue das vítimas. Foto: Gabriel Haesbaert / Portal Extra
Tinta jogada no chafariz representa o sangue de vítimas da tragédia
Um grupo de manifestantes que protestam pedindo justiça na Praça Saldanha Marinho, na tarde desta segunda-feira, 27, dia que marca o primeiro ano da Tragédia da Boate Kiss, em um ato de protesto pintam a água do chafariz de vermelho.
A água de cor encarnada representa o sangue derramado pelas vítimas do incêndio da boate que aconteceu no ano passado. A partir das 17h, o Movimento do Luto à Luta, Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia (AVTSM) e jovens da cidade farão o ato “Abrace Santa Maria”.
Mais manifestações devem acontecer em frente ao prédio da Prefeitura da cidade. Centenas de pessoas estão mobilizadas no centro.
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Será que não há outras cidades que esta intervenção também faria sentido?


A favor da sociedade

As instituições de ensino e pesquisa deveriam orientar mais explicitamente suas ações e políticas, de modo a gerar benefícios tangíveis
por Thomaz Wood Jr. — publicado  na revista Carta Capital em 31/01/2014 05:59
Rodrigo_Soldon/Flickr
No dia 26 de dezembro de 2013, o médico Marco Antonio Zago foi escolhido pelo governador de São Paulo, a partir de uma lista tríplice, para o cargo de reitor da USP. Durante a campanha, Zago disse à imprensa que “a USP precisa fazer mais. Isso porque, além de centro produtor de conhecimento e de formação, a USP tem de ser instrumento de mudança da sociedade”.                      
A declaração de Zago é significativa. De fato, existe no mundo acadêmico crescente preocupação com o impacto social, ou seja, em gerar conhecimento e realizar atividades capazes de trazer melhorias para a sociedade. A ambição é ir além do ensino, das pesquisas e da publicação de livros e artigos. O objetivo é prover benefícios tangíveis.
O tema do impacto social não é novo. O marco inicial das preocupações atuais é frequentemente atribuído ao trabalho pioneiro do americano Wannevar Bush. Seu relatório: “Science: The endless frontier”, divulgado em 1945, advogava que a ciência deveria satisfazer as necessidades da população; e os motores da prosperidade seriam o conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico. Portanto, quanto mais recursos forem aplicados na ciência, maior seria o benefício social.
A partir dos anos 2000, percebeu-se que o avanço do conhecimento não implica, inexoravelmente, a criação de riqueza, e que bem-estar social é mais que crescimento econômico. Isso levou à busca de indicadores de impacto mais sensíveis às demandas sociais.
No entanto, medir o impacto social do conhecimento gerado em universidades e instituições de pesquisa não é tarefa trivial. Para desvendar o enigma, diversos países desenvolveram e testaram sistemas para avaliação do impacto social. Um relatório da Comissão Europeia, de 2010, documenta os casos da Finlândia, da Alemanha e da Holanda. Os processos de geração, disseminação e apropriação do conhecimento variam significativamente entre disciplinas. Em cada campo do conhecimento existem mecanismos específicos que podem transformar os resultados da pesquisa ou do processo de geração do conhecimento em impacto social. Por isso, o modelo de avaliação deve ser multidimensional. Para cada dimensão, deve-se responder a questões práticas e objetivas.
A primeira dimensão refere-se às atividades de ensino e aprendizado. Estamos formando profissionais nas especializações corretas e com as competências necessárias para atender a sociedade? Ou mantemos cursos e conteúdos anacrônicos, defasados dos interesses e das necessidades do País?
A segunda dimensão relaciona-se à utilização do conhecimento gerado para desenvolvimento da ciência. As pesquisas que estamos realizado são relevantes, e estão sendo utilizadas e citadas por outros pesquisadores, levando ao avanço da ciência em seus diversos campos? Ou produzimos artigos científicos apenas para satisfazer interesses próprios, melhorar os indicadores da instituição e atender à burocracia estatal de controle da educação?
A terceira dimensão refere-se à disseminação científica, envolvendo os processos de difusão do conhecimento além da academia. Divulgamos os resultados de pesquisas para os atores sociais interessados, “traduzindo” as descobertas mais relevantes por meio da mídia geral ou especializada? Ou esperamos que nos procurem e decifrem nossos livros e artigos?
A quarta dimensão relaciona-se à geração de inovações, orientadas para o mercado. Geramos patentes e contribuímos para o crescimento econômico? Ou as pesquisas raramente têm aplicação e pouco contribuem para a inovação empresarial?
A quinta dimensão refere-se à influência sobre diretrizes e políticas públicas. Realizamos estudos que avaliam as políticas públicas e contribuem para o seu aperfeiçoamento? Ou apenas produzimos fragmentos críticos inconsequentes, cheios de opiniões e pobres em consistência?
Na última década, muitas instituições de ensino e pesquisa orientaram-se para o chamado “produtivismo” acadêmico, para aumentar o número de artigos publicados. Na luta para polir os indicadores, sofreu a qualidade, perderam a alma. 
Estabelecer, ou recuperar, o norte do impacto social pode ser boa medida para construir uma utopia menos instrumental e mais saudável.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"viver sem conhecer o passado é viver no escuro" (frase de "uma história de amor e fúria")

Sobre os rolezinhos

Mas o que é mais triste nessa coisa de rolezinho é o cerceamento do direito à cidade. Em Santa Maria já houve o tempo do passe livre no primeiro domingo do mês (essas coisas de petista na prefeitura) e que fazia grande parte da população percorrer a cidade. O centro enchia de gente e as lojas fechavam. Os argumentos eram os mesmos dos que ocorrem agora. As pessoas falavam: "meu deus, quanto pobre na rua!", "cuidado! Não saia hoje! É passe livre!", como se de repente se abrissem os portais do inferno. O que se abriam eram as oportunidades de pessoas que nunca, mas nunca saiam de seus bairros. Estas pessoas queriam também curtir o centro da cidade, parques, ver gente, se misturar. "Mas aumenta os roubos, furtos". Mentira! Só calcular a proporcionalidade de delitos num dia normal com a de um dia de passe livre - que tem muito mais gente na rua - que poderia se observar que não aumentava os roubos e furtos. Aumentava sim o número de gente na rua. Mas pra uma classe acostumada a ver somente pessoas de seu nicho social isso era espantoso, causava espanto ver gente diferente, se vestindo diferente, consumindo diferente. Naquela época os parques, pistas de skate (que é o que me lembro) tinham sido criados, reformados e enfim ocupados pela população. Entrou um governo de direita e o que aconteceu? Parques esquecidos, pistas de skate abandonadas pela manutenção (sim precisa de manutenção) e até, no ano retrasado os slack lines proibidos, ora, nem a classe média se salvou, rsrsr. É bom pensarmos, e olharmos para trás. Como diz o herói do filme "Uma história de amor e fúria": "viver sem conhecer o passado é viver no escuro".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ambientalista critica código florestal

O diretor da ONG ambientalista SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, afirma que as implicações negativas do novo Código Florestal impactarão na economia do País. A declaração foi feita ontem em Maringá, durante uma palestra promovida pela secretaria municipal do Meio Ambiente, no auditório Hélio Moreira.

O diretor da ONG SOS Mata Atlântica,
Mário Mantovani, em Maringá
Para ele, a aprovação do código contraria a ideia de "pensar global e agir local". Para produzir os commodities, os agricultores do Paraná estão deixando de agregar valor nos produtos pela origem ambientalmente correta. "São pequenas ações de cada um que mudam o mundo". De acordo com Mantovani, o Brasil poderia ganhar muito mais aproveitando a legislação atual avançada. "O texto do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP)", alega o ambientalista, "seria um retrocesso legal e de políticas públicas".
Entre alguns pontos do código, ele destaca que a bancada ruralista favorável ao código utiliza argumentos falsos para convencer a opinião pública. Como exemplo, cita que a maioria das propriedades rurais do país – cerca de 80%, equivalentes a 4 milhões de propriedades - são de agricultura familiar e que possuem legislação própria a respeito de Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal.
"Na prática, esta agricultura que está sendo feita hoje no Brasil não tem novidades se comparada àquela que era feita no século XIX. A legislação divide o grande do pequeno produtor e exige de acordo com a modalidade", disse.

Agroecologia Urbana