domingo, 13 de dezembro de 2009

Atividades dos Fóruns Brasileiro e Estaduais de ES » FBES realiza pré-lançamento de Campanha do Consumo Responsável e Selo da Economia Solidária.



Secretaria Executiva do FBES (forum@fbes.org.br)
Neste dia 15 de dezembro, dia da Economia Solidária, o FBES realizará, durante o encerramento da sua IX Reunião da Coordenação Nacional e logo após a abertura da Feira de Goiás de Economia Solidária, uma cerimônia de pré-lançamento da Campanha Nacional pelo Consumo Responsável e do Selo da Economia Solidária.
O evento acontecerá na Praça do Trabalhador, em Goiânia/GO, às 20h, aberto ao público, com a presença das/os 100 representantes da Coordenação do FBES vindas/os dos 27 Fóruns Estaduais de Economia Solidária e das 7 Entidades Nacionais (Cáritas, Unisol, Unicafes, Unitrabalho, Anteag, IMS e Rede de ITCPs). O motivo de se tratar de um pré-lançamento é desencadear um amplo processo de construção e consulta coletivas durante o ano de 2010, a partir da Caravana de Mobilização da Economia Solidária, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 ("Economia e Vida") e a mobilização rumo à II Conferência Nacional de Economia Solidária.
Campanha do Consumo Responsável
A proposta de realização de uma campanha de consumo é antiga no FBES, e foi reforçada durante na VIII Reunião da Coordenação Nacional em dezembro de 2008. Em linhas gerais, o objetivo da campanha é tanto denunciar as transnacionais e o consumo alienado de seus produtos quanto visibilizar as alternativas que existem de produtos e serviços oriundos de outra lógica de organização econômica, pautadas na solidariedade, cooperação, respeito ao meio-ambiente e na autogestão.
A forma de construção desta campanha envolverá, desde a sua concepção até as estratégias de divulgação e mobilização, diversos outros movimentos sociais, organizações e redes da sociedade civil, num esforço de buscar articular agendas e construir convergências entre diferentes lutas de transformação social, como a agroecologia, a emancipação das mulheres, as reformas agrária e urbana, o meio-ambiente, os direitos humanos individuais e coletivos, a denúncia aos transgênicos e agrotóxicos, a denúncia do atual modelo de desenvolvimento baseado nas grandes transnacionais, entre outros.
Selo da Economia Solidária
Desde 2006 o FBES está envolvido na construção, junto ao FACES do Brasil, Ecojus, SENAES, MDA e outros atores, na construção do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário (SNCJS). Durante este tempo, foi consolidada uma proposta quanto aos critérios e gestão deste sistema público que encontra-se em tramitação na Presidência da República e que será um grande avanço no reconhecimento não só dos empreendimentos de Economia Solidária mas também de modos de se fazer a comercialização que contenham em si os princípios e valores da Economia Solidária e do Comércio Justo e Solidário.
Neste sentido, o FBES tomou a iniciativa, em sua VIII Reunião Nacional em 2008, de propor o lançamento de um selo organizacional da Economia Solidária, com o objetivo de reforçar a identidade não só de princípios e valores mas também política da Economia Solidária como perspectiva de desenvolvimento sustentável, solidário e a partir da realidade do território e cultura locais.
Ou seja, trata-se de um selo que indicará que um determinado empreendimento é de fato um empreendimento de Economia Solidária, que faz parte do movimento e que segue os princípios fundamentais definidos no SNCJS e na IV Plenária Nacional de Economia Solidária, como a democracia na atividade econômica (Autogestão), o protagonismo das mulheres, o respeito ao meio-ambiente, a participação em redes e cadeias solidárias e nos debates políticos do movimento nos Fóruns de Economia Solidária e em outros espaços e articulações da sociedade civil.
Com o pré-lançamento, será iniciado um amplo debate nos Fóruns Locais de Economia Solidária e também com as organizações parceiras que participam da construção do SNCJS ou que têm acúmulo nos Sistemas Participativos de Garantia. Os Fóruns Estaduais de São Paulo e de Minas Gerais já estão fazendo o debate e devem se tornar referências para o debate nos outros estados e na construção nacional.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tecnologia Social agroecológica vence Prêmio Finep na Região Sul



Os vencedores nas etapas regionais e nacional dividirão R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados

Foto: Finep
Tecnologia-social-agroecologica-vence-Premio-Finep-na-Regiao-Sul.jpg


02/12/2009 - O projeto “Quintais Orgânicos de Frutas”, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado da Embrapa, foi o grande vencedor na categoria Tecnologia Social do Prêmio Finep – Região Sul. Criado para compor o Programa Fome Zero, em 2003, o projeto já implantou mais de 910 pomares na Região Sul, totalizando 63 mil árvores frutíferas orgânicas. As espécies são as mais variadas – do pêssego à cereja-do-Rio-Grande, ameaçada de extinção. São mais de 30 mil beneficiários até hoje, entre famílias assentadas, comunidades indígenas, quilombolas e escolas públicas. A Embrapa fornece as mudas, os insumos para o solo e a vegetação quebra-vento, além de fazer um acompanhamento quadrimestral das plantações. O objetivo é combater a desnutrição nas populações mais humildes e resgatar a tradição de se manter um pomar no quintal de casa.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Agroecologia Urbana


O que é Agroecologia Urbana? Este conceito define o uso do solo urbano agricultável como um recurso para a produção de alimentos, neste caso, aquele pedaço de solo no terreno de sua casa onde o solo está a vista, coberto por mato e que pode muito bem servir para plantar hortaliças. Boa parte da renda familiar destinada a alimentação, é voltada para a compra de hortifrutigranjeiros, ou, na maioria dos casos da população com menos poder aquisitivo, a falta desses vegetais em sua alimentação contribui para uma subnutrição, a chamada "erosão alimentar"
Uma maneira de economizar dinheiro e melhorar a qualidade de vida pela alimentação é aproveitando estas parcelas do terreno e transformando-as em hortas, essas hortas podem ser feitas de forma comunitária ou individual. O custo da produção é muito baixo comparado aos ganhos, na maioria dos casos, o preço das sementes, é parecido com o preço de 1 Kg destes produtos nos mercados, e produzirão com certeza muito mais que 1 Kg de alimento.
Para deixar o solo rico em nutrientes uma boa dica é a confecção de uma composteira, você pode fazer em uma caixa de madeira ou em qualquer recipiente, sem o fundo diretamente sobre o solo, coloque nele uma base de areia e largue toda matéria orgânica a seguir e cubra com folhas secas, a composteira deve estar bem aerada, sem usar tampa e sim coberta por folas secas, grama ou mato cortado. Todo tipo de matéria orgânica serve, as folhas secas que caem das árvores, a grama cortada, restos de alimentos e é claro o seu lixo orgânico. Desta forma você re-aproveita todo esse material que seria destinado ao lixo comum, e contribui de uma forma mais ampla ajudando na separação do lixo (em lixo seco e lixo orgânico), dessa forma você ajuda também todos aqueles que vivem da coleta de materiais recicláveis.
Essas ações geram uma reação em cadeia muito importante para a sociedade.
Você economiza colhendo os frutos de sua horta, produz seu próprio adubo separando o lixo orgânico e ajuda as pessoas que vivem da reciclagem do lixo seco. O desenvolvimento sustentável deve antes de qualquer coisa ser pensado para ser solidário. Assim como você poderá ter um retorno material, pela economia e qualidade de parcela dos alimentos que levará a sua mesa, facilitará a vida das pessoas que ajudam e muito o meio ambiente. Os "catadores", as pessoas que vivem da reciclagem. Percebeu o que uma simples horta em sua casa pode fazer, o quanto pode contribuir para a sociedade?
Não se precisa nem fazer pesquisa para saber de uma coisa: nossos avós utilizavam boa parte de seus quintais para plantar no mínimo vegetais para se ter uma salada ou um tempero, produzido por eles mesmos.
Podemos alegar que não há tempo, que é difícil e que comprar num mercado ou feira é mais fácil. Mas o fato é, que se quisermos podemos dedicar um tempinho de meia hora pelo menos, no preparo de uma horta, aos poucos, utilizando um pouco do tempo ocioso, num ócio até mesmo criativo. Sim, há jardins comestíveis, em vez de se plantar somente flores, pode-se plantar também hortaliças. Uma pequena produção, saudável e esteticamente agradável.

Agroecologia Urbana