terça-feira, 17 de maio de 2011

Educação Ambiental

No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.


Conceito               
No ambiente urbano das médias e grandes cidades, a escola, além de outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos.
A população está cada vez mais envolvida com as novas tecnologias e com cenários urbanos perdendo desta maneira, a relação natural que tinham com a terra e suas culturas. Os cenários, tipo shopping center, passam a ser normais na vida dos jovens e os valores relacionados com a natureza não tem mais pontos de referência na atual sociedade moderna.
A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.
O relacionamento da humanidade com a natureza, que teve início com um mínimo de interferência nos ecossistemas, tem hoje culminado numa forte pressão exercida sobre os recursos naturais.
Atualmente, são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.
Dentro deste contexto, é clara a necessidade de mudar o comportamento do homem em relação à natureza, no sentido de promover sob um modelo de desenvolvimento sustentável (processo que assegura uma gestão responsável dos recursos do planeta de forma a preservar os interesses das gerações futuras e, ao mesmo tempo atender as necessidades das gerações atuais), a compatibilização de práticas econômicas e conservacionistas, com reflexos positivos evidentes junto à qualidade de vida de todos.
É subdividida em formal e informal:
Formal é um processo institucionalizado que ocorre nas unidades de ensino; 
Informal se caracteriza por sua realização fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo muito variável em suas características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática ambiental, etc.).

Estratégias de Ensino para a Prática da Educação Ambiental
Um programa de educação ambiental para ser efetivo deve promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental. Utiliza-se como laboratório, o metabolismo urbano e seus recursos naturais e físicos, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta.
A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

 Estratégia Ocasião para Uso  Vantagens / Desvantagens 
 Discussão em  clas.se (grande  grupo) Permite que os estudantes  exponham  suas opiniões  oralmente  a respeito  de  determinado problema.
 Ajuda o estudante a  compreender as  questões.
 Desenvolve  autoconfiança  e    expressão oral.
 Podem ocorrer  dificuldades  nos  alunos de  discussão.
 Discussão em grupo (pequenos  grupos com  supervisor-professor). Quando assuntos tratados  polêmicos  são  tratados.
 Estímulo ao  desenvolvimento  de  relações positivas entre  alunos e professores.
 Mutirão de idéias (atividades que  envolvam pequenos grupos, 5 - 10  estudantes para apresentar soluções  possíveis para um dado  problema,  todas as sugestões são  apontadas.  Tempo limite de 10  a 15 min.). Deve ser usado como recurso para  encorajar e estimular idéias  voltadas  à solução de um certo  problema.  O tempo deve ser  utilizado para  produzir as idéias e  não para  avaliá-las.
 Estímulo à criatividade,  liberdade.
 Dificuldade em evitar  avaliações  ou  julgamentos  prematuros e em  obter  idéias originais.
 Trabalho em grupo: emvolve a  participação de grupos de 4 - 8  membros que se tornam  responsáveis  pela exevução de  uma  tarefa. Quando se necessita exevutar  várias  tarefas ao mesmo tempo.
 Permite que os alunos  se  responsabilizem por  uma  tarefa oir longos  períodos (2  a 5  semanas) e exercitem  a  capacidade de  organização.
 Deve ser monitorada de  modo que o trabalho  não  envolva apenas  alguns  membros do  grupo.
 Debate: requer a particpação de  dois  grupos para apresentar idéias e  argumentos de pontos de vista  opostos. Quando assuntos controvertidos  estão sendo discutidos e existam  propostas diferentes de soluções.
 Permite o  desenvolvimento  das  habilidades de falar em  público e ordenar a    apresentação de fatos  e  idéias.
 Requer muito tempo de  reparação
 Questiinário:desenvolvimento de  um  conjunto de questõe ordenadas  a ser  submetido a um determinado  público. Usado para obter informações e/ou  amostragem de opinião das  pessoas  em relação à dada  questão. 
  Aplicado de forma  adequada, produz  excelentes resultados.
 Demanda muito tempo  e  experiência para  produzir  um  conjunto  ordenado de  questões  que cubram as  infirmações requeridas.
 Reflexão: o oposto de mutirão de  idéias. É fixado um tempo aos  estudantes para que sentem em  agum  lugar e pensem acerca de um  problema  específico. Usado para encorajar o  desenvolvimento de idéias em  resposta a um problema. Tempo  recomendado de 10 a 15 min.
 Envolvimento de todos.
 Não pode ser avaliado  diretamente.
 Imitação: estimula os estudantes a  própria vrsão dos jornais, dos  programas de rádio e Tv. Os estudantes podem obter  informações de sua escolha e levá-  las para outros grupos. Dependendo  das circunstâncias e do assunto a  ser abordado, podem ser  distribuídos na escola, aos pais e à  comunidade. Forma efetiva de  aprendizagem e ação  social.
 Projeto: os alunos,  supervisionados,  planejam,  executam, avaliam e  redirecionam  um projeto sobre um  tema  específico. Realização de tarefas com objetivos  a serem alcançados a longo prazo,  com envolvimento da comunidade. As pessoas recebem e  executam o próprio  trabalho,  assim como  podem  diagnosticar  falhas nos  mesmos.
 Exploração do ambiente local: prevê  a utilização/exploração dos  rescursos  locais próximo para  estudos,  observações, caminhadas  etc. Compreensão do metabolismo  local,  ou seja, complexa dos  processos  ambientais a sua volta.
 Agradabilidade na  execeução.
 Grande participação de  pessoas envolvidas.
 Vivência de situações  concretas.
 Requer planejamento  minucioso.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP

Noções Básicas em Educação Ambiental              

Sistemas de vida
A educação ambiental enfatiza as regularidades, e busca manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais, é resumido no seguinte lema: Pensar globalmente, agir localmente.
Há três níveis ou sistemas distintos de existência: 
Físico: planeta físico, atmosfera, hidrosfera (águas) e litosfera (rochas e solos), que seguem as leis da física e da química;
Biológico: a biosfera com todas as espécies da vida, que obedecem as leis da física, química, biologia e ecologia; 
Social: o mundo das máquinas e construções criadas pelo homem, governos e economias, artes, religiões e culturas, que seguem leis da física, da química, da biologia, da ecologia e também leis criadas pelo homem. 

Ciclos
O material necessário para a vida (água, oxigênio, carbono, nitrogênio, etc.) passa através de ciclos biogeoquímicos que mantêm a sua pureza e a sua disponibilidade para os seres vivos. O ser humano está apenasn começando a planejar uma economia industrial complexa, moderna e de alta produtividade que assegura a necessidade de reciclagem no planeta. Nos ecossistemas, os organismos e o ambiente interagem promovendo trocas de materiais e energia através das cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.

Crescimento Populacional e Capacidade de Suporte
A capacidade de suporte para a vida humana e para a sociedade é complexa, dinâmica e variada de acordo com a forma segundo a qual o homem maneja os seus recursos ambientais. Ela é definida pelo seu fator mais limitante e pode ser melhorada ou degradada pelas atividades humanas.

Desenvolvimento Socialmente Sustentável
A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o fortalecimento das pessoas. O desenvolvimento sustentado não é centrado na produção, e sim nas pessoas. Deve ser apropriado não só aos recursos e ao meio ambiente, mas também à cultura, história e sistemas sociais do local onde ele ocorre.

Características dos Ecossistemas Urbanos

Ecossistemas NaturaisEcossistemas Humanos
ENERGIA
 São sustentados por uma fonte ilimitada  de  energia: radiação solar. Atualmente sustentados por uma fonte finita de  energia:  combustíveis fósseis.
 Não acumular energia em excesso. O consumo excessivo de combustíveis fósseis libera  muito  calor para a biosfera e altera a temperatura.
 Nas cadeias alimentares, cerca de 10  calorias  de um organismos são  necessárias para  produzir 1 caloria do  outro. Nas cadeias alimentares são necessárias 100 calorias  de  combustível fóssil para produzir 10 calorias de  alimentos que  irão gerar 1 caloria no homem.
EVOLUÇÃO
 A evolução biológica adapta todos os  organismo e os seus sistemas de suporte  aos  processos que sustentam a vida. A evolução cultiral atualmente subordina os organismos  e os  sistemas de suporte da Terra aos processos que  sustentam  a  tecnologia.
POPULAÇÃO
 Mantém os níveis de população de cada  espécie centro dos limites estabelecidos  pelos  controles e balanços naturais,  incluindo fatores  como alimento, abrigo,  doenças e presença de  inimigos naturais. Permite que as populações cresçam tão rapidamente  quando  podem aumentar a disponibilidade de  alimentos e  abrigo, e  elimina inimigos naturais e  doenças via biocidas e  medicamentos.
COMUNIDADE
 Apresenta uma grande diversidade de  espécies  que vivem nos limites ao local  dos recursos  naturais. Tende a excluir a maioria das espécies e é sustentada  por  recursos provenientes de áreas além das áreas  locais.
INTERAÇÃO
 As comunidades são organizadas em  torno das  intereções de funções  biológicas e processos.  A maioria dos  organismos interage com uma  grande  variedade de outros organismos. As comunidades são organizadas de modo crescente,  em  torno de interações de funções e processos  tecnológicos.
EQUILÍBRIO
 São imediatamente governadas por  processos  comuns, naturais, de controle e  equilíbrio,  incluindo a disponibilidade de  luz, alimentos,  água, oxigênio, habitat e  a presença ou  ausência de inimigos  naturais e doenças. São imediatamente governados por um conjunto de  competições de controle cultural e equilíbrio, inclusive  de  ideologia, costumes, religião, leis, políticas e  economias.  Esse  acordo considera um pouco, ou não  considera os  requerimentos para a sustentação da  vida,  que não seja  humana.
Fonte: UNESCO/UNEP/IEEP 

Atividades              
Para Comunidade Florestal - (Vilas de Empresas Florestais)            
A atividade florestal deverá participar cada vez mais no desenvolvimento do país, não apenas pelo lado econômico, como geradora de divisas, mas também do lado social, como componente indispensável à manutenção da qualidade de vida.
São programas de educação ambiental, especialmente aqueles que se destinam às comunidades internas e externas e às instituições florestais, devem centrar-se no tema florestas e na interdependência da sociedade com as mesmas.
Ambas as formações, naturais e implantadas, possuem uma importância ecológica e sócio-econômica de grande relevância para a sociedade. Esta importância justifica a implantação de programas de educação ambiental que, no mínimo, despertem as pessoas para sua significância.

O mais importante nestes programas é saber relacionar as florestas com o cotidiano das pessoas, seja demonstrando que móveis, materiais de construção, papel, fósforos e outros elementos são produtos originariamente florestais ou, evidenciando que o microclima, a presença de pássaros, a água de consumo e o lazer são seus produtos indiretos.
Outros aspectos importantes são os que dizem respeito à segurança das áreas de florestas de propriedade da empresa e com relação aos incêndios florestais.

Ações Diretas para e Prática da Educação Ambiental            
Visitas a Museus, criadouro científico de animais silvestres.
Passeios em trilhas ecológicas/desenhos: normalmente as trilhas são interpretativas; apresentam percursos nos quais existem pontos determinados para interpretação com auxílio de placas, setas e outros indicadores, ou então pode-se utilizar a interpretação espontânea, na qual monitores estimulam as crianças à curiosidade a medida que eventos, locais e fatos se sucedem. Feitos através da observação direta em relação ao ambiente, os desenhos tornam-se instrumentos eficazes para indicar os temas que mais estimulam a percepção ambiental do observador.
Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios: formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o objetivo de executar projetos interdisciplinares que visem solucionar problemas ambientais locais (agir localmente, pensar globalmente). Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente.
Ecoturismo:  quando da existência de parques ecológicos ou mesmo nos locais onde estão localizadas as trilhas, há a extensão para a comunidade em geral. Os visitantes são orientados na chegada por um funcionário e a visitação é livre, com acesso ao Museu, ao Criadouro de Animais e as trilhas. 
Publicações periódicas: abordagem de assuntos relativos aos recursos naturais da região e às atividades da área de ambiência da empresa.
Educação ambiental para funcionários: treinamento aplicado aos funcionários da área florestal da empresa, orientado-os quanto aos procedimentos ambientalmente corretos no exercício de suas funções, fazendo com que eles se tornem responsáveis pelas práticas conservacionistas em seu ambiente de trabalho, chegando ao seu lar e à sua família. 
Atividades com a comunidade e campanhas de conscientização ambiental: com o intuito de incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, são organizadas e incentivadas diversas atividades que envolvem a comunidade da região, como caminhadas rústicas pela região.
Programas de orientação ambiental: a empresa desenvolve ainda outros programas para orientação ambiental como, por exemplo, fichas de visualização dos animais silvestres, orientação à comunidade para atendimento aos aspectos legais de caça e pesca, produção e distribuição de cadernos, calendários e cartões com motivos ambientalistas. 

Para Comunidades Agrícolas em Geral            
Tem como finalidade principal a orientação aos pequenos produtores (silvicultores ou agricultores), quanto ao uso correto de agrotóxicos, suas aplicações, noções sobre atividades modificadoras do meio ambiente, técnicas agroflorestais, permacultura e a legislação pertinente. Interage como uma contribuição para a formação da consciência social e agroecológica da população destas comunidades.
Acontece através de visitas às famílias, dias de campo e palestras realizadas em escolas ou centros comunitários da região, onde são demonstradas práticas e técnicas agrícolas de conservação do solo, de pesquisa e novas alternativas que se conciliem com as práticas tradicionais de agricultura da comunidade.
Além destas ações, promover atividades educativas para as crianças nas escolas e oficinas de trabalhos para as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar que se bem aproveitados e preservados, os recursos do meio ambiente só trazem benefícios para a comunidade.

Legislação            
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"Energia renovada para as energias renováveis"


Publicado em 27/04/2011 pelo(a) Wiki Repórter Bruno Lima Rocha, Viamão - RS
Tanto lá como cá, as Câmaras de Comércio não falam pelo cidadão comum e somente e tão somente pelos grandes conglomerados e suas marcas predatórias ou auxiliares. Retirar a legitimidade dos órgãos oficiais de intermediação do capital é uma das bases de trabalho do movimento 350.org, ponteiro na luta contra as mudanças climáticas e na responsabilização do capitalismo por esta desgraça terrestre. - Foto: greenconduct
Por Amy Goodman 

Na segunda semana de abril, mais de 10 mil pessoas se reuniram em Washington D.C. para discutir, organizar, mobilizar-se e protestar em torno questão da mudança climática. Enquanto os veículos de comunicação destacavam algumas concentrações de centenas de pessoas em vários pontos do país, articuladas pelo movimento tea party em virtude do dia de declaração de impostos, o popular encontro Power Shift 2011 não foi coberto por nenhuma mídia. 

O encontro aconteceu na semana anterior ao Dia da Terra, data próxima do primeiro aniversário da explosão da plataforma petroleira da British Petroleum (BP) e do 25º aniversário do desastre de Chernobyl, ao tempo em que a planta nuclear de Fukushima continuava emitindo radiatividade ao meio ambiente. Com este cenário de fundo, a força e a paixão renovadas do movimento contra a mudança climática garantem que este não poderá ser ignorado por muito tempo.

Leia também, ao final dos créditos da coluna, o comentário da equipe do portal. 

Bill McKibben, o ambientalista, ensaísta e fundador da 350.org (campanha internacional que visa criar um movimento para unir o mundo em torno de soluções para a crise climática) participou do gigantesco encontro. Lá nos disse: “Esta cidade está tão contaminada como Beijing. Mas em lugar de fumaça de carvão, está contaminada pelo dinheiro. O dinheiro perverte nossa vida política e nubla nossa visão. (...) Agora sabemos o que temos que fazer e o primeiro passo é construir um movimento. Nunca vamos ter tanto dinheiro como as empresas petroleiras, de modo que precisamos de uma moeda diferente para trabalhar, precisamos organização, precisamos de criatividade, precisamos de energia”. 

Os organizadores do Power Shift descrevem o evento como um campo de treinamento intensivo, que capacita uma nova geração de ativistas de base com o objetivo de que regressem às suas comunidades e construam o movimento convocado por McKibben. Os ativistas atuam em três campanhas: Catalizar a economia da energia limpa; A universidade e o desafio climático 2.0, e Para além das energias contaminantes. Estas campanhas atravessam os setores mais importantes da sociedade estadunidense. 

A iniciativa por uma economia de energia limpa conta com o apoio da Federação Estadunidense do Trabalho-Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO, sigla do seu nome em inglês), que vê um grande potencial nos novos tipos de energia para a geração de emprego, seja na construção de turbinas de vento e instalação de painéis solares, seja num dos setores mais ecológico e freqüentemente ignorado: a adaptação de edifícios já existentes para melhorar a eficiência energética através do isolamento térmico e da impermeabilização. 

Na segunda-feira 18 de abril, dia da declaração de impostos nos Estados Unidos, milhares de pessoas realizaram uma manifestação chamada “Que os grandes contaminadores paguem”, contra as indústrias de combustíveis fósseis e energia não renovável. Os manifestantes reuniram-se em Lafayette Park, praça tradicionalmente utilizada para realizar manifestações, que se encontra entre a Casa Branca e a Câmara de Comércio Estadunidense. 

Como disse Bill McKibben, “Os irmãos Koch são altos picos de corrupção, mas a Câmara de Comércio dos Estados Unidos é o Monte Everest do dinheiro sujo. Vangloria-se em seu site de ser o maior lobista de Washington, de fato gasta mais dinheiro em fazer lobby do que os cinco lobistas que lhe seguem em importância tomados em conjunto. Gastou mais dinheiro em política no ano passado que o Comitê Nacional Republicano e o Comitê Nacional Democrata juntos, e 94% desse dinheiro se destinou a financiar sujeitos que renegam a mudança climática”. 

Também houve protestos em frente aos escritórios da BP, pouco depois da petroleira realizar uma assembléia de acionistas em Londres. No local, policiais impediram a entrada de uma delegação de quatro pescadores e pescadoras das zonas da Costa do Golfo de México nos estados de Louisiana e Texas que foram gravemente prejudicados pelo derrame de petróleo em 2010. 

Diane Wilson, quarta geração de uma família de pescadores, foi presa por crime contra a ordem pública. “Levaram-me à força e me prenderam. Fui acusada de alterar a ordem pública. Eu ri disso e falei ’Alterar a ordem pública da BP?’. Isso foi muito indignante. Eles alteram nossas vidas, mas consideram que, apenas por aparecer na entrada da assembléia geral da BP, nós estamos alterando a ordem pública”. 

A maior parte dos que participaram do Power Shift 2011 não tinham nascido quando sucederam os desastres nucleares de Three Mile Island e Chernobyl. Estes jovens, que buscam um futuro energético sustentável e renovável, agora estão entendendo o significado do que o Presidente Barack Obama denomina “renascimento nuclear”. A crise nuclear em Fukushima aumentou em gravidade até atingir o nível sete, o máximo de risco e o mesmo registrado em Chernobyl. Os melhores prognósticos indicam que as fugas radiativas persistirão por meses, com impactos na saúde e no meio ambiente impossíveis de adivinhar. 

Será que Obama vai continuar com a ideia de repartir 80 bilhões de dólares em garantias de empréstimos para construir mais plantas nucleares nos Estados Unidos? O presidente afirma estar na contramão da redução de impostos dos ricos, mas... O que dizer dos subsídios públicos ao petróleo, o gás, o carvão e a energia nuclear, que se destinam às indústrias mais ricas do planeta? 

Recentemente, construímos novos estúdios para transmitir ao vivo as notícias do Democracy Now! em emissoras de televisão e rádio públicas dos Estados Unidos. Nossas instalações de TV/rádio/Internet são as mais ecológicas do país, e o Conselho da Construção Ecológica dos Estados Unidos nos outorgou o reconhecimento de Liderança em Desenho Energético e Ambiental (LEIAM Platinum). O meio é a mensagem. Todos devemos fazer a nossa parte para contribuir na luta pela sustentabilidade. 
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Boletim do Fórum Brasileiro de Economia Solidária


    




primeira quinzena de maio de 2011

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Apresentação

Companheiras/os do movimento de Economia Solidária,
Este é o boletim número 90 do Fórum Brasileiro de Economia Solidária. Como os demais, esse é muito especial. Especial, pois procurou retratar e compilar toda a mobilização do movimento de Economia Solidária no Brasil acerca da PL 865 que trás como proposta a inserção da Economia Solidária (ES) no espaço institucional do Ministério das Micro e Pequenas Empresas. As notícias retratam as mobilizações e posicionamentos dos mais diversos atores da ES sobre a questão: Fóruns de Economia Solidária; entidades de apoio e assessoria; entidades de representação de empreendimentos, dentre outras instâncias.
Esse momento é de fundamental importância para a ES no Brasil ao proporcional um debate amplo quanto à sua natureza e proposta de modelo de desenvolvimento. Conquistas já podem ser anunciadas, como a realização de audiências públicas por todo o país para discussão da PL 865, resultado da mobilização da ES junto às instâncias governamentais. Mas, trata-se apenas do começo. É necessário que as bases do movimento, materializadas nos Fóruns de Economia Solidária, realmente façam um debate profundo.
Vamos à luta! Uma outra economia realmente acontece nesse país!

Agroecologia Urbana